Aumento do desemprego em março foi atípico, diz Lupi

Ao comentar o fraco desempenho do mercado de trabalho em março, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, negou nesta terça-feira (19) que o ritmo de geração de empregos no país esteja em queda. Segundo ele, vai haver recuperação no saldo de empregos no mês de abril. “Não há desaceleração, não vejo isso no mercado de trabalho. Vejo um mês de março atípico. Vamos ter um abril muito bom”, disse.

Segundo o ministro, as medidas que o governo está tomando na economia, como o aumento da taxa básica de juros (Selic) e restrições ao crédito, não devem ter reflexo no crescimento do emprego. “As medidas tomadas têm muito mais a ver com o controle da inflação do que com o controle do mercado interno e do crescimento da economia. Penso que são medidas que não vão interromper o crescimento da economia e, também, o crescimento da geração de empregos”, afirmou.

O mês de março registrou o menor crescimento do emprego no ano, com um saldo líquido de 92.675 vagas abertas. No trimestre, o saldo é de 583.886 empregos.

O mês de março registrou a menor taxa de crescimento do nível de emprego no ano, com um saldo de 92.675 empregos. Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. O resultado de março também é o mais baixo para meses de março desde 2009, quando houve geração líquida de 34 mil empregos.

Em março, foram contratadas 1.765.922 pessoas, o terceiro maior número de admissões da série histórica iniciada em 1992. Por outro lado, as demissões atingiram 1.673.247 trabalhadores, também recorde da série histórica.

Segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o carnaval e a antecipação de contratações foram as principais explicações para essa queda em relação aos meses anteriores. “Como houve mais antecipação [de contratações] no mês de fevereiro e, também, por causa do carnaval, esse resultado foi um pouco menor do que esperávamos”, explicou.

Com informações da Agência Brasil

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