Metroviários decretam greve a partir de 1º de junho, em São Paulo

Metrô e governo não apresentaram uma proposta que atenda as necessidades dos metroviários, e a assembleia realizada nesta noite, 26/05, decidiu decretar greve a partir de 1º de junho. Haverá nova assembleia no dia 31/05 para preparar a paralisação

Com data base em 1º de maio, os metroviários estão em campanha salarial, reivindicando mais investimentos no metrô para solucionar o problema da superlotação, e que as suas necessidades sejam atendidas.

Já aconteceram cinco reuniões de negociação, mas o Metrô rejeitou os principais itens da pauta dos metroviários.

Ofereceu apenas 6,39% de reajuste, conforme INPC/FIPE, nada de produtividade e nem falou em Participação nos Resultados (PR). A categoria reivindica 10,79%, conforme IGPM, para reposição da inflação.

A reivindicação de produtividade e PR estão baseadas no crescente aumento do número de usuários e a falta de adequação do quadro de funcionários a este aumento de demanda.

Mesmo contrariando a legislação trabalhista, a Cia. também rejeitou a reivindicação de equiparação salarial dos metroviários que fazem o mesmo trabalho e recebem salários diferentes.

O Metrô também rejeitou a reivindicação de implantar a licença maternidade de 180 dias, mesmo que tal medida já seja lei.

A categoria distribuiu carta aberta à população e publicou informe no jornal Metro News, avisando que a responsabilidade por uma possível paralisação é do Metrô e governo estadual, que não atendem as reivindicações da categoria, deixando de reconhecer a urgência de um investimento massivo no sistema metroviário, o que inclui o subsídio para viabilizar uma tarifa acessível e resolver os problemas da população, melhorando a qualidade do transporte.

CPTM e SABESP também marcam greve para o dia 1º de junho

O governo Alckmin também não quer atender as reivindicações dos ferroviários da Sorocabana (CPTM) e dos trabalhadores da Sabesp, responsáveis pelo fornecimento e manutenção das redes de água e esgoto. Por isso, eles também decretaram greve a partir do dia 1º de junho, caso suas reivindicações não sejam consideradas.

Mais informações com o diretor de Comunicação e Imprensa: Ciro Moraes dos Santos (9739-7061)

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