Em assembleia realizada na noite da última terça-feira (31), os metroviários de São Paulo resolveram adiar a greve programada para esta quarta-feira (01) e mais uma vez tentar negociar com a Companhia do Metropolitano de São Paulo.
Durante assembleia, metroviários mostram que estão preparados para greve
O objetivo é tentar arrancar da empresa uma proposta melhor, já que entre as principais reivindicações da categoria estão 10,79%, produtividade de 13,80%, equiparação salarial, plano de carreira, enquanto a empresa só oferece 6,39% de reajuste salarial e 1,6% de produtividade.
Os metroviários estão em negociação com a Cia. desde o dia 05 de maio. De acordo com declaração do presidente do sindicato à imprensa, Altino de Melo Prazeres Júnior, não é possível ir para uma greve com a categoria dividida. “O que vimos aqui é que a proposta do governo não agradou ninguém, mas, no posicionamento, a categoria ficou dividida. Vamos tentar um novo avanço e levar para assembleia na próxima quinta-feira”, disse.
Segundo ele, o governo deu reajustes maiores para professores e para os funcionários da Universidade de São Paulo. “O governo tem dinheiro, o Metrô está dando lucro e eles podem dar condições melhores para os metroviários, disse Prazeres Júnior. “Vamos amadurecer a proposta e levar para nova votação”, afirmou.
Na quinta-feira (02), os trabalhadores participam de uma nova assembleia, às 18h, no Sindicato, para avaliação de possíveis propostas. A categoria mantém o estado de greve.
Os demais itens propostos pelo Metrô continuam conforme proposta feita em audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), sendo ela:
• Reajuste do Vale Refeição de 6,39%;
• Vale Alimentação de R$ 150,00;
• Licença maternidade de 6 meses;
• Reajuste de 10% no valor da Participação nos Resultados (PR).
Nova ASSEMBLEIA, QUINTA-FEIRA, dia 02/06, às 18h30, no Sindicato. Participe!
Os metroviários reivindicam:
• Reajuste de 10,79%, conforme IGPM, para reposição da inflação;
• Produtividade de 13,80%, conforme ICV-Dieese;
• Reajuste de 13,90% para o VR;
• Aumento do valor da cesta básica e do VA para R$ 311,09;
• Equiparação salarial e Plano de Carreira;
• PPP para aposentadoria e plano de saúde para os aposentados;
• Não à privatização das L4 e L5;
• PR igualitária;
• Licença maternidade de seis meses;
• Anistia aos demitidos.
Portal CTB com informações do Sindicato dos Metroviários de SP (foto: Terra)


