O auxiliar administrativo Pedro César Almeida Brandão tentou denunciar o descaso contra a Lei dos 15 Minutos, no último dia 12, mas não conseguiu. Ele esteve na sede da Secretaria de Finanças do Município, onde deveria funcionar a Coordenadoria de Defesa do Consumidor, mas não teve como denunciar. Não havia funcionário para receber a denúncia. Ele esteve por dois momentos no local: às 8h30 e às 9h20.
“Eles têm que facilitar a denúncia. É nosso direito. Trabalho o dia inteiro e não posso ficar perdendo tempo para fazer uma denúncia. Fiquei no Banco do Brasil, agência Siqueira Campos, das 13h44, até as 16h para pagar um documento que só pode ser pago no BB. Existe a lei de defesa do consumidor. Nós temos que denunciar, mas não tem quem receba. Isso é um absurdo! Por isso que as pessoas não denunciam”, reclama Pedro.
Nos dias de pico (grande movimento), de acordo com a Lei dos 15 Minutos, o cliente deve ser atendido em 30 minutos, mas ele passou duas horas e quinze minutos. O que aconteceu com o órgão do consumidor responsável de receber as reclamações dos clientes maltratados pelos bancos?
No último dia 6, o Sindicato dos Bancários publicou em seu jornal Resistência a seguinte nota: “Lei dos 15 Minutos. Cadê a decisão da Prefeitura? O expediente bancário da última sexta-feira, dia 1º, foi de enorme movimento nas agências bancárias. Perguntar não ofende: O que aconteceu com o Conselho Municipal de Contribuintes da Prefeitura Municipal de Aracaju? Não era esse órgão que iria decidir a suspensão dos alvarás de três agências bancárias em nossa capital? Quem souber do paradeiro do CMC, favor entrar em contato conosco.”
A direção do Sindicato dos Bancários já denunciou o fato ao Ministério Público, mas a Secretaria de Finanças está tentando ‘tapear’ o órgão, com a apresentação de algumas poucas reclamações, dizendo que a Coordenadoria está ativa. O certo é que, se houvesse facilidade no acesso dos consumidores, haveriam centenas de denúncias.
Fonte: Edivânia Freire


