As universidades federais, incluindo a Universidade Federal do Paraná (UFPR), caminham para uma greve geral ainda neste segundo semestre. Isso acontecerá se os docentes, em nível nacional, decretarem a paralisação como forma de pressão contra o governo federal. Mas essa decisão só sairá no sábado, quando se reúne o coletivo do Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior Federal.
A decisão sobre a greve poderia sair ontem, mas como muitas instituições não realizaram suas assembleias, a decisão acontece apenas no final de semana. Na UFPR, os professores estão com o indicativo de greve desde a semana passada e só aguardam a definição nacional para acompanhar os servidores técnico-administrativos na paralisação iniciada por eles em junho.
Na UFPR, até os alunos resolveram aderir ao movimento, que além de salários exige melhores condições de ensino e trabalho. Ontem, os servidores realizaram uma asembleia para acertar o retorno ao trabalho de pelo menos 50% dos funcionários, após decisão do Superior Tribunal de Justiça, no começo de semana.
Na quinta-feira (11), será realizada a primeira assembleia comunitária da UFPR. O convite partiu da Associação dos Professores da UFPR (Apufpr) e do Diretórico Central dos estudantes da UFPR. A assembleia comunitária é vista como um importante passo rumo à greve geral na UFPR. A Universidade Federal do Paraná decidiu adiar a 9ª edição da “UFPR: Cursos e Profissões. Uma feira de ideias para seu futuro” para os dias 2, 3 e 4 de setembro, no campus Jardim Botânico da UFPR, em Curitiba. Anteriormente, a feira estava prevista para os dias 19, 20 e 21 de agosto. O adiamento também foi em decorrência da greve. Já as aulas no segundo semestre estão marcadas para a próxima segunda-feira.


