Sindicalistas apelam a ministro para reduzir acidentes de trabalho em MT

Um movimento liderado pelas centrais sindicais de Mato Grosso encaminhará ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi, uma carta aberta onde cobra mais investimento público em saúde e segurança do trabalhador.O documento tem como base a situação de Mato Grosso, que  registrou uma média de 20 vítimas fatais para cada 100 mil trabalhadores, considerado o pior desempenho no país, segundo dados do Anuário Brasileiro de Proteção 2011, e dados obtidos a partir do RAIS/MTE/MPS e correspondem aos diversos códigos da CNAE – Classificação Nacional de Atividades Econômicas.

Com o tema “É melhor prevenir do que remediar”, o documento denuncia a falta de uma política mais rígida no setor, e pede mais estrutura para o setor de fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho, cujo número de fiscais é inferior à demanda.

Também cobra a transformação das agências dos municípios de Barra do Garças, Sinop, Cáceres e Tangará da Serra em gerências fiscalizadoras e a abertura de uma nova agência na região do Araguaia. “Estamos mobilizando as centrais sindicais e outras entidades sindicais, e articulando com os parlamentares o apoio à causa e vamos marcar audiência para entregar em mãos esta carta ao ministro”, explicou Ronei de Lima, presidente da Federação dos Trabalhadores na Indústria de Mato Grosso (FETIEMT).

O documento foi elaborado durante o XII Seminário de Segurança e Saúde do Trabalhador de Mato Grosso, que aconteceu entre os dias 17 e 19 de agosto, em Cuiabá, e já tem o apoio da CTB, da Força Siindical, da NCST, dos sindicatos dos Técnicos em Saúde e Segurança do Trabalho (SINTES), dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Cuiabá e Municípios (SINTRAICCCM), dos Trabalhadores na Indústria do Vestuário (STIVET), na Indústria da Construção Pesada e Afins, nas Indústrias Metalúrgicas, entre outros.

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