SindMetal Jaguariúna negocia aumento real de salário com sindicatos patronais

Avançam as negociações pela Campanha Salarial dos Metalúrgicos. As rodadas de negociações envolvendo os representantes dos trabalhadores e dos sindicatos patronais estão em andamento e a expectativa cresce entre os trabalhadores nas fábricas da Região pelo aumento real de salário e as outras conquistas reivindicadas na pauta da categoria.

As negociações deste ano envolvem mais de 150 cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho, com destaque para o reajuste salarial com aumento real (acima da inflação), redução da jornada de trabalho, valorização do piso, licença-maternidade de 180 dias, fim das terceirizações, inclusão digital nas fábricas, entre outros pontos. A data-base da categoria é 1º de novembro.

A diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Jaguariúna, Pedreira, Amparo, Serra Negra e Monte Alegre do Sul (SindMetal), entidade que representa cerca de 11 mil trabalhadores em mais de 250 empresas, vem acompanhando de perto o desenrolar das negociações. Na última sexta-feira, 21, o presidente do SindMetal, José Francisco Salvino, o Buiú, participou da reunião com os sindicatos patronais que representam as oficinas mecânicas, serralherias e empresas que fabricam equipamentos médicos, enquanto o diretor Jurídico do Sindicato, Valdir Pereira Silva, no mesmo dia esteve na negociação com o Sindimaq/Sinaees (máquinas e aparelhos eletroeletrônicos).

Até o momento, as discussões têm girado em torno das cláusulas sociais da convenção coletiva, como a garantia de emprego aos acidentados no trabalho e portadores de doenças profissionais, estabilidade para quem está perto da aposentadoria, condições de saúde, segurança e higiene do trabalho, entre outros direitos.

Reajuste

A próxima etapa será negociar o índice de reajuste salarial que atenda a expectativa da categoria. Buiú está otimista, alegando que os grupos patronais, mesmo que oscilando entre momentos de alta e períodos de crise, obtiveram muitos ganhos no acumulado dos últimos anos.

“A choradeira sempre é grande. A categoria tem que estar unida e pronta para lutar, se não houver os avanços que desejamos. Não dá para aceitar os argumentos de crise e queda na produção. Vamos buscar o aumento real de salário e as outras reivindicações até o fim”, garante o presidente do Sindicato, que junto com os demais diretores está realizando assembleias nas empresas metalúrgicas da região com o objetivo de mobilizar os trabalhadores.

Nos próximos dias haverá novas rodadas de negociações com sindicatos patronais representantes dos outros grupos de empresas metalúrgicas, como o setor de autopeças, grupo XIX-III (Sicetel), Estamparia de Metais, Sindifupi, entre outros.

Fonte: Bruno Felisbino

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