A greve dos funcionários da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) completa duas semanas nesta terça-feira (1º) com balanço de três restaurantes fechados no campus do distrito de Barão Geraldo, em Campinas.
Apenas o restaurante do Hospital de Clínicas (HC) está funcionando. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU), categoria fará um ato em frente à reitoria na manhã desta terça-feira. Os trabalhadores reivindicam igualdade salarial com os trabalhadores da USP (Universidade de São Paulo) e Unesp (Universidade Estadual Paulista), além de auxílio-alimentação e valorização da carreira.
A área de saúde também foi afetada pela paralisação. Casos de urgência e emergência estão sendo atendidos, mas estão suspensos os atendimentos dos ambulatórios, assim como agendamentos, exames, consultas e cirurgias eletivas para a população da região de Campinas. Os procedimentos cirúrgicos marcados antes do início da greve, além do atendimentos de pacientes que moram fora da região, estão mantidos. De acordo com o sindicato, a população está sendo avisada sobre os cancelamentos e reagendamentos.
Os funcionários das creches que cuidam dos filhos de trabalhadores da Unicamp também aderiram à greve. Estão parados ainda os funcionários do IEL (Instituto de Letras da Unicamp), Faculdade de Artes, IFCH (Instituto de Filofosia e Ciências Humanas), área administrativa, diretoria acadêmica, biblioteca central, além dos trabalhadores dos restaurantes universitário.
Na semana passada, os grevistas fecharam fecharam a Avenida Francisco Glicério, no Centro de Campinas. Cerca de 200 pessoas participaram do protesto, segundo a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas).
Entre os manifestantes estavam sindicalistas, funcionários da universidade, do Hospital de Clínicas e estudantes. Eles saíram com carro de som, faixas, cartazes e um boneco com a caricatura do reitor da Unicamp, Fernando Costa, para mostrar a insatisfação com a administração e reivindicar a saída do cargo.


