Com o auditório do Hotel Embaixador totalmente lotado por integrantes das centrais sindicais e entidades empresariais, iniciou-se nesta segunda-feira, 31/10, a I Conferência Estadual de Emprego e Trabalho Decente, em Porto Alegre. Depois de seis conferências regionais realizadas, o objetivo será encaminhar, no final da Conferencia, a situação do trabalho decente no Rio Grande do Sul à Conferência Nacional, a fim de atualizar e aprimorar os conceitos do trabalho decente no Brasil.
Entre os que compuseram a mesa na abertura, quatro discursaram: o Secretário estadual do Trabalho, Luis Augusto Lara, o Superintendente Regional do Ministério do Trabalho, Heron de Oliveira, a presidente da Comissão estadual de Emprego, Salário e Renda, Marisse Guidugli, e o Diretor Nacional de Inclusão Produtiva do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Luiz Müller.
“Não dá para imaginar que trabalhadores que precisam de uma oportunidade de trabalho não possam ocupar vagas que estão disponíveis por falta de qualificação. Quando isso acontece é porque alguma coisa está errada”, afirmou o Secretário do Trabalho. “Discutir frente a frente é muito mais proveitoso do que discutir pela imprensa ou tomando atitudes que estancam no radicalismo e não levam a nada. O debate é duro, mas ele é bom porque permite que muitas das questões que lá na frente trancariam nosso crescimento, sejam dirimidas com um debate franco e respeitoso”, assegurou Luis Augusto Lara.
“Os trabalhadores precisam de uma educação continuada para ter inserção no mercado de trabalho, o que irá beneficiar resgatar suas cidadanias e beneficiar toda a sociedade. Se não for proporcionada uma boa educação, os trabalhadores continuarão sem obter empregos por falta de qualificação”, disse a presidente da Comissão de Emprego, Salário e Renda. “O papel da Comissão é monitorar as executoras para que desempenhem o papel de qualificação decentemente a fim de inserir as pessoas no mercado de trabalho. Para as empresas terem sustentabilidade é preciso que os empregos também sejam sustentáveis”, afirmou Marisse Guidugli.
“O Ministério do Trabalho reafirma a sua missão constitucional de proteger o trabalhador em seu ambiente de trabalho, salvaguardando sua vida e integridade física, garantindo o direito de um ambiente de trabalho saudável, assegurando, através de ações concretas, a erradicação do trabalho infantil, uma das maiores chagas, pois tira a oportunidade de nossas crianças adquirirem o conhecimento em salas de aula, o que as condena a uma existência indigna”, constatou o Superintendente Regional do Ministério do Trabalho.
Heron de Oliveira defendeu, também, a necessidade urgente maiores oportunidades aos portadores de deficiência. “Nosso país tem uma grande dívida para com as pessoas deficientes. Ainda é muito alto o preconceito, apesar de alguns avanços legais importantes, mas é preciso aprimorar as leis para que os empresários tenham condições de recepcionar adequadamente essas pessoas no ambiente de trabalho”.
Busca pelo desenvolvimento
O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS), Guiomar Vidor, considerou os discursos adequados para o debate que finalizará com a apresentação de uma radiografia do trabalho no Rio Grande do Sul no final da I Conferência do Trabalho Decente.
“O debate está relacionado à luta geral dos trabalhadores pelo fim do capitalismo e pela construção de uma nova sociedade, que é a sociedade socialista. Agora, de fato, o que nós queremos? Diante da atual realidade, estamos aqui defendendo um projeto nacional de desenvolvimento que tenha como centralidade a valorização do trabalho. Isso significa colocar à frente de tudo as bandeiras e as reivindicações dos trabalhadores: a luta pela redução da jornada de trabalho, pelo fim do fator previdenciário, a valorização dos aposentados, o cumprimento da resolução da Organização Internacional do Trabalho contra a demissão imotivada, além de uma série de outras reivindicações colocadas na pauta nacional”, concluiu Guiomar Vidor.
Fonte: CTB-RS


