Os profissionais das escolas estaduais do Rio de Janeiro vão paralisar as atividades por 24 horas nesta terça-feira (dia 28) em protesto contra os baixos salários e as péssimas condições de trabalho dos servidores públicos estaduais.
Será a primeira paralisação do ano dos professores e funcionários das escolas do estado. A categoria reivindica a imediata incorporação de todas as parcelas do Programa Nova Escola e um reajuste emergencial de 36% (correspondente ao que faltou para atingir a reivindicação em 2011, somado ao crescimento da receita orçamentária do estado prevista em 2012).
No mesmo dia, a categoria realizará uma assembleia geral, no auditório da ABI, às 11h, e um ato público na Alerj, à tarde, do qual participarão o Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe) e suas entidades representativas, inclusive os setores da Segurança Pública.
Segundo Vera Lúcia Nepomuceno, da coordenação geral do Sepe-RJ (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação), a paralisação faz parte do movimento nacional pela lei do piso, além de cobrar do governo estadual a garantia de uma carga horária para planejamento. O sindicato também lançará amanhã a campanha salarial de 2012, tendo como reivindicações emergenciais, a incorporação de todas as gratificações ainda existentes para professores e funcionários e um reajuste de 36% nos salários.
O sindicato também quer garantia de abertura de turmas para professores que estariam sem aulas por causa do Projeto Autonomia (destinado aos estudantes que já repetiram de série algumas vezes, que ficaram afastados ou entraram tardiamente na escola). De acordo com Vera Lúcia, o projeto coloca apenas um professor em sala, para ministrar aulas de diversas disciplinas.
Greve Nacional
Já nos dias 14, 15 e 16 de março, professores de escolas públicas de todo o país promovem uma greve nacional na rede pública para exigir o cumprimento da lei que estabelece um piso salarial para a categoria.
A paralisação foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e pelo menos em 11 estados os sindicatos locais prepararam assembleias e outras atividades de mobilização.
O movimento reivindica a aprovação do piso nacional de R$ 1.937,26 em 2012, planos de carreiras e que o texto do PNE (Programa Nacional da Educação) estabeleça o investimento de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação.
Portal CTB com agências


