Metalúrgicos da Gerdau/Usiba, na Bahia, denunciam abusos na empresa

Os metalúrgicos da Gerdau/Usiba, na Bahia, denunciaram que a empresa tem utilizado uma tática vergonhosa para garantir vantagens e prejudicar o trabalhador. O famigerado banco de horas tem sido usado para explorar os funcionários. Segundo apuração da Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia, o esquema funciona assim: no fechamento do ciclo, momento de pagamento das horas devidas, a Gerdau aproveita e obriga o operário a ficar em casa para não pagar as horas (que seriam 100%).

Com essa medida, a empresa dá folga e chama outros trabalhadores que estão com o banco de horas vazio. Ou seja, ele acaba sempre recebendo apenas metade do que tinha direito. O pior é que, no setor de manutenção da Açiaria, o gestor praticamente obrigou que os trabalhadores folgassem num momento em que eles contavam com esse dinheiro, ainda mais em uma época de grandes despesas, como o começo do ano. Esta situação agravou ainda mais a relação do gestor que destrata os trabalhadores e está deixando um clima de insatisfação.

Desde os últimos acordos específicos, o Sindicato tem criticado a utilização do banco de horas, ainda mais da forma como a Gerdau tem feito, claramente para se beneficiar à custa do trabalhador. “O banco de horas é nocivo e só tem servido aos interesses do patrão, para explorar os funcionários”, alerta nota do Sindicato.

“Importante destacar também a responsabilidade do setor de Recursos Humanos no banco de horas, apesar de o RH dizer que os facilitares é que fazem o banco. Mas, o Sindicato sabe que a verdade não é essa. Isso tudo também mostra como a realidade é bem diferente do que os gestores dizem do clima de “felicidade” na empresa. Pura balela. Atualmente, a insatisfação é geral. Não foi diferente o que aconteceu na Laminação, onde vários trabalhadores tiveram que dobrar a jornada e fazer horas extras forçadas para burlar o tal controle de horas extras da célula”, destaca nota.

Para o sindicato, é preciso que os trabalhadores se atentem para na próxima discussão de acordo específico da Usiba para que, juntos com os dirigentes sindicais, consigam derrubar o banco de horas e implementar uma série de ações positivas de ganhos para o trabalhador.

Fonte: Fetim-BA

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