Sindipetro-RN debate desinvestimento em refinaria e greve da categoria

Dirigentes do Sindipetro-RN estiveram reunidos na tarde da última segunda-feira (04), com o gerente da Refinaria Potiguar Clara Camarão  (RPCC), Daniel Corrêa. A pauta girou em torno das questões relacionadas à crescente degradação das relações de trabalho, e à luta da categoria em defesa de uma PLR justa.

No tocante às relações de trabalho, os sindicalistas denunciaram o rebaixamento da ambiência e a intensificação das práticas de assédio moral, avaliando que esses fenômenos têm origem no modelo de gestão que vem sendo praticado pela presidente Graça Foster. Reconhecida pelo estilo autoritário, e até arrogante, a dirigente tem buscado reorientar o foco de atuação da Petrobrás, imprimindo uma orientação que privilegia os interesses dos acionistas privados, em detrimento do fortalecimento do papel de indutora do desenvolvimento nacional.

Um exemplo dessa mudança de direcionamento que vem sendo duramente criticada pelos trabalhadores é a implementação do Programa de Otimização de Custos Operacionais – Procop. Para o período 2013/2016, o Programa tem como meta uma redução de custos da ordem de R$ 32 bilhões. Segundo informações obtidas por diretores do Sindicato, as consequências dessa política de retração de investimentos já estão se fazendo sentir no RN, onde contratos não estão sendo renovados, levando à extinção de postos de trabalho com prejuízos para a economia regional.

Greve

No que diz respeito à luta da categoria por uma PLR justa, os representantes do Sindipetro-RN informaram à direção da RPCC a disposição de realizar uma greve de cinco dias, entre os dias 20 e 24 de fevereiro, conforme indicativo aprovado pelo Conselho Deliberativo da FUP. A assembleia que apreciará esta proposta será realizada no próximo dia 14, e uma nova reunião com entre Sindicato e Gerência ficou acordada para tratar especificamente do assunto.

Em Mossoró, os petroleiros e petroleiras lotados na Base 34, aprovaram por unanimidade, o indicativo de greve de cinco dias proposto pelo Conselho Deliberativo da FUP. A posição foi tomada em assembleia geral extraordinária, realizada na manhã desta quarta-feira (06), em frente à sede da unidade.

Além de deliberar sobre a greve, os trabalhadores da Base 34 rechaçaram a proposta aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobrás que reduz o valor da PLR-2012 em 36%, quando comparada a de 2011. O valor cai na mesma proporção da diminuição do lucro obtido pela Empresa, mas com relação aos acionistas o comportamento foi diferente. Além do montante destinado ao pagamento de dividendos ter sofrido um corte menor, de 26%, em relação ao lucro faturado pela Companhia em 2012, ele representa cerca de 40%, ou seja, aproximadamente 6% a mais do que o obtido em 2011.

Na manhã desta quinta-feira (07) será realizada uma rodada de negociação com a Petrobrás para tratar da PLR 2012. Além da Petrobrás, a Federação encaminhou documentos solicitando encontros com o presidente do Conselho de Administração, Guido Mantega. Paralelamente, prosseguem as assembleias de trabalhadores e trabalhadoras, em todo o País, para apreciar a proposta de greve.

Fonte: Sindipetro-RN