Professores e servidores técnico-administrativos da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) realizaram na quarta-feira (27) um protesto em frente à sede administrativa da reitoria no campus de Campina Grande. Os docentes estão parados desde o dia 21 e os técnicos desde o dia 20 de fevereiro.
Segundo o reitor Antonio Rangel Junior, uma reunião com o governador Ricardo Coutinho aconteceu na última segunda-feira (25) em João Pessoa, mas não foi definido nenhum percentual de reajuste para as categorias. “Ficou muito claro por parte do governador que as condições atuais do estado não permitem ampliar o orçamento da instituição. O orçamento que eu tenho disponível não permite oferecer nenhum reajuste para as categorias na UEPB”, disse.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Ensino Superior da Paraíba (Sintesp-PB), com atuação na UEPB, Severino do Ramo Oliveira, afirmou que a reitoria não respeitou a data base para o reajuste salarial. “Fizemos quatro audiências com administração da instituição e não avançamos em nada. Eles dizem que não têm como dar um 1% de aumento”, afirmou.
O Sintesp pede que no mínimo haja a reposição nos salários da perdas relativas à inflação, que seria de 5,83%. De acordo com Severino do Ramo, faz cerca de quatro anos que os servidores não têm um reajuste que represente um ganho real para a categoria. O sindicato cobra um aumento de 17%.
“Nossa paralisação começou de forma imediata logo após a assembleia”, disse o presidente do Sintesp. De acordo com ele, os serviços estão paralisados em todos os campi da UEPB e o comando de greve está disposto a tirar dos setores os funcionários que insistirem em trabalhar.
De acordo com a professora Mônica Cristina, os professores pedem a recuperação das perdas salariais e melhores condições de trabalho. “Estamos reivindicando recuperação das nossas perdas salariais, que se encontram em torno de 17,7%. É um dos eixos. Outro são as condições de trabalho, pois temos casos em que alunos precisam se deslocar de um campus para outro porque não tem estrutura adequada. Temos um departamento em Campina Grande formado por três cursos com apenas duas salas de aula disponíveis”, afirmou a professora.
Segundo o presidente da Associação dos Docentes da UEPB (Aduepb), José Cristóvão de Andrade, desde o primeiro dia de paralisação, nenhuma contraproposta da reitoria foi apresentada à categoria.
Portal CTB com agências


