Sem receber salários e beneficios, funcionários do Hospital Mental de Sorocaba, interior de São paulo, continuam em greve. A paralisação começou na manhã da última quarta-feira (17) com protestos no salão de vidro do Paço Municipal e continuou no domingo (21) com um grupo fazendo as reivindicações na porta do hospital.

A razão dos protestos se dirigirem à Prefeitura foi porque a Secretaria de Saúde teria feito o pagamento dos salários de maio e junho, pelo que informa o presidente da subsede sorocabana do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde de Sorocaba (Sinsaúde), Milton Sanches. O hospital tem a administração particular, mas todos os seus leitos são pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com a quantia de R$ 35 ao dia.
O líder sindical informa que os funcionários pedem o pagamento do mês de julho, que não foi feito, além da inclusão do vale-transporte, da cesta básica, do depósito do FGTS e a aplicação do dissídio coletivo. Sanches afirma que há trabalhadores sofrendo com esse atraso: “Há muitos trabalhadores que estão pagando do próprio bolso para poder trabalhar”.
O presidente do sindicato revelou que, apesar da paralisação, o atendimento continua no hospital, mas com a equipe reduzida: “Cerca de 30% a 40% dos funcionários estão cuidando dos pacientes para não ter que parar a assistência”. De acordo com a Sinsaúde, 120 funcionários trabalham atualmente no hospital e atendem a 280 pacientes.

Além dos funcionários do Hospital Mental, o Hospital Vera Cruz também pode sofrer com a paralisação dos seus trabalhadores. Isso porque também há reivindicações por melhorias salariais.O estado de greve já foi decretado e uma reunião com a Secretaria de Saúde pode definir se a greve começará. O presidente da Sinsaúde informou que dois encontros já ocorreram e que a reunião da próxima segunda-feira (22) pode definir os reajustes pedidos pela categoria. Caso as exigências não sejam atendidas, os funcionários também podem parar a partir do mesmo dia.
Portal CTB com agências


