Intransigência patronal leva comerciários do RS a 4º rodada de negociação

Além de oferecer o reajuste ínfimo de 7,20% e piso salarial de R$ 970,00, os diretores do Sindilojas ainda demonstraram má vontade para negociar cláusulas que beneficiam os comerciários que trabalham em lojas.  

Na quarta rodada da negociação, realizada na tarde desta quarta-feira (20), os patrões se posicionaram contrários a benefícios solicitados pelo Sindicomerciários (Sindicato dos Empregados em Comércio do RS), como 180 dias de licença maternidade, multa por não homologação da rescisão de trabalho no prazo correto, ticket refeição no valor de R$ 13,00 e fim do banco de horas. Além disso, ainda querem tirar direitos dos comerciários, aumentando o prazo de pagamento do banco de horas de 30 para 60 dias e aumentando o número de feriados e datas festivas trabalhadas.

O presidente do Sindicomerciários, Sílvio Frasson, lamentou o fato do patronal não atender às cláusulas solicitadas pelos trabalhadores. “Nem quando a cláusula não gera custo ela é aceita, como no caso do cumprimento do prazo para homologação das rescisões de acordo com o artigo 477 da CLT”, explicou. Frasson também disse que fazer uma proposta de reajuste de 7,20% e oferecer piso salarial de R$ 970,00 é desvalorizar o trabalho do comerciário.

“O índice oferecido é menor que a inflação do município, que é de 7,73%. Queremos um número que valorize o trabalhador comerciário”, alertou.

Ainda não há data marcada para nova negociação.

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