Um Cordel Para um Idiota

Você é um preconceituoso
Da cultura nordestina
Da arte do Cordel
Não entende patavina
Bobagem são suas palavras
Sua mente pequenina.

Se estou te Recomendando
Não leia a minha rima
Ela é tão afiada
Como a lâmina da guilhotina
Pronta pra te degolar
Numa manhã de chuva fina.

Sua crítica é invejosa
Não me desanima
Não me abala
Excremento da latrina
Eu gosto é do desafio
Seja aqui ou na cidade de Petrolina.

Você não rouba minha coragem
Tu não quebras a minha estima
A minha Fortaleza
É protegida por querubina
A força da minha poesia
Tem o poder do furacão Catarina.

Tenha dó da sua mãe
Que convive com um idiota virou rotina
Tu és um machucado
Não tens alma feminina
Não limpa a sua mente
Nem o seu quintal você carpina.

Seu jumento batizado
Esse termo a tu se destina
Não queira me desqualificar
A sua cultura é uma império em ruína
Pare de falar besteira
Gigolô de bar de papo de esquina.

Para o começo de conversa
Já leste “Morte e vida de Severina”
Somos muitos Severinos
Iguais em tudo na sina
É João Cabral de Melo Neto
A arte da literatura cristalina.

Eu vou provocar em você
A panleucopenia felina
Essa patologia
Não tem descoberta na medicina
A tua bestialidade não tem cura
Nem com altas doses de morfina.

To gostando desse jogo
A sua ignorância me abomina
Enfrentei a ditadura da baionetas
Tive vida clandestina
A ciência Marxista
É algo que me fascina.

Eu sou a resistência
Do povo da palestina
Não me entrego sem lutar
Eu sou da América Latina
Viva!! Che Guevara
Sou cabra da peste que não amofina.

Este pseudo Pantera
Vem dos “Panteras Negras” Lá de cima
Da América do Norte
Sou cruel com quem me descrimina
Gosto de fazer Cordel de repente
E admiro a música romântica da Marina.

Eu tenho o que fazer
Não sabes o poder da minha retina
Tenho a pedra da alquimia
A essência da estricnina
Uma metralhadora giratória
O gosto amargo da quinina.

Quando alguém perguntar a um poeta
Sua borra de pavio de lamparina
O que ele quis dizer?
Seu papangú de botina
É porque um dos dois é burro
O pensador Mario Quintana nos ensina.

Você é ignorante por conta própria.
A safadeza de joelhos tu declina
No repente te quebro todo
Minha poesia é jacobina
Não tenho medo da angústia
Nada me desatina

O que tu tens haver
Se eu gosto da cajibrina
Eu não sou sua quenga
Nem tão pouco sua concubina
O Lula é meu amigo
Mexeu com ele mexeu com uma fera ferina.

Eu não sou, o que você pensa que sou
Sou muito além do que você imagina
Sou a velocidade da luz
Do avião sou a turbina
Uma bomba pra estourar
O antídoto de qualquer vacina.

Eu sou uma carcará sanguinolento
Que te     observa lá de cima
Eu sou um fenômeno da natureza
Que se chamam de la nina
Um vulcão em erupção
O dente afiado de uma canina.

Eu sou Botafogo
Não perdoa, elimina
O império do amor, os urubús
É gol… é tiro de carabina
Viva!! a estrela solitária
É futebol que me anima.

Viva!! Bráulio Tavares
O galo, trupizupe de campina
Terra maravilhosa
De muita gente fina
De cultura elevada
Do forró, da cachaça e belas meninas.

* FRANCISCO BATISTA PANTERA, é professor,poeta e Presidente da CTB /RO.

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