Fabiana Cozza canta em ato anti-imperialista a alegria de ser brasileira

Principal atração artística do Ato Mundial Anti-imperialista, que ocorre no próximo sábado (3), em São Paulo, a cantora Fabiana Cozza disse em entrevista que “viver de arte é um ato político” para mostrar a sua disposição de postar-se ao lado da classe trabalhadora.

Fabiana Cozza no Projeto Escola de Samba:

 

Além de comemorar os 70 anos da Federação Sindical Mundial, a CTB e movimentos sociais realizam o ato em defesa da paz e em solidariedade aos povos refugiados, um dos maiores dramas do mundo contemporâneo.

Com quase 20 anos de carreira, a cantora paulistana conta com cinco álbuns gravados. “O samba é meu dom” marcou foi o primeiro em 2004. Filha do puxador da escola de Samba Camisa Verde e Branco, Osvaldo dos Santos, Fabiana nasceu e cresceu cercada por música de todos os lados.

Iniciou carreira profissionalmente nos anos 1990 integrando um grupo vocal que tinha a cantora Jane Duboc como líder. Segundo ela própria, seu canto se constitui da diversidade de sambistas que conviveu em toda a sua vida.

Não Pedi (Roberto Mendes e Nizaldo Costa):

 

Ela apresenta um forte sentimento de brasilidade, valorizando a formação da nação brasileira, destacando nossas heranças africanas e indígenas. No seu álbum mais recente “Partir” ela trata da diáspora africana contemporânea, tema atual e que choca o mundo.

Sobre seu trabalho mais recente ela disse que uma intérprete negra como ela não poderia deixar de fazer um disco com esse sem “os pés na Bahia. E do Recôncavo eu parti para Angola, terra dos antepassados do meu pai”.

Fabiana participa do Projeto Escola de Samba, do Ponto de Cultura Afrobase, no Rio Pequeno, periferia da capital paulista. O projeto “visa resgatar e difundir o samba de raiz por meio de eventos culturais gratuitos”, dizem os organizadores. 

Timoneiro (Hermínio Bello de Carvalho e Paulinho da Viola):

Em entrevista ela disse também que deseja “estar mais perto do entendimento do que são as coisas simples da vida” e que a única certeza que tem no momento é a de “ir para frente”. Ela canta a alma dos brasileiros que resiste a toda a opressão.

Os cinco álbuns de Fabiana Cozza:

2004 – O samba é meu dom
2006 – Sobras repletas
2007 – Quando o céu clarear
2011 – Fabiana Cozza
2015 – Partir

O meu guri (Chico Buarque):

Serviço:

O que: Ato Mundial Anti-imperialista, em defesa da paz e em solidariedade aos povos refugiados
Onde: São Paulo, ao lado da Praça das Artes (Avenida São João, próximo ao número 281)
Quando: Sábado (3), a partir das 13h

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

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