Ato Pela Libertação de Julian Assange acontece na segunda-feira (19) na UFBA

Foto: divulgação.

Na próxima segunda-feira (19), o Comitê Baiano em Defesa da Libertação de Assange realizará um ato na Universidade Federal da Bahia (UFBA), pela libertação de Julian Assange. Assange enfrenta 18 acusações criminais nos EUA por seu suposto papel na obtenção e divulgação ilegal de documentos confidenciais relacionados à defesa nacional. Entre os documento, estariam evidências que expõem supostos crimes de guerra. Desde 2019, ele está detido no Reino Unido, onde atualmente está sendo mantido na prisão de Belmarsh.

Nos dias 20 e 21 de fevereiro, ocorrerá em Londres o julgamento de recurso contra a extradição de Julian Assange para os Estados Unidos. Caso o recurso seja negado, é pouco provável que Assange possa recorrer a uma corte europeia.

O Comitê Baiano em Defesa da Libertação de Assange, acredita que o processo de extradição é fraudulento e autoritário. Para eles, a natureza das acusações é política.”O que está no banco dos réus é o direito de imprensa, de informação e de expressão. Estes são princípios basilares para a democracia”, diz nota.

O receio é de que, caso seja extraditado para os Estados Unidos, Julian Assange será julgado por uma corte formada por pessoas envolvidas com o complexo industrial militar, exatamente as pessoas e organizações cujos crimes Assange expôs. Ele poderá ser condenado a uma pena de 175 anos em prisão de segurança máxima em condições desumanas. Há ainda possibilidade de pena de morte. Acusação: praticar jornalismo de mais alto nível e relevância mundial.

É entendido que a condenação pelo suposto crime de espionagem (crime político) criaria um precedente legal internacional: qualquer país poderá tratar jornalismo e denúncia de crime como crime de espionagem, o que permitiria que qualquer pessoa possa ser extraditada por expor os crimes de poderosos.

O que está em jogo também é a internacionalização de poder de censura: se tiver sucesso, o governo dos Estados Unidos terá legalizado um poder imperial através do poder judiciário de outros países. Isso seria uma ameaça gravíssima a soberania dos países que tiverem acordos de extradição com Estados Unidos.

Grupos brasileiros Assange Livre em acordo com as equipes oficiais da campanha Stella Assange & Assange Defense & Free Assange Wave também farão manifestações nesta semana (dias 17-21) contra a extradição do editor do WikiLeaks. Informações: Portal A TARDE.

 

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