Adilson Araújo destaca urgência da adaptação climática em painel do Ministério do Meio Ambiente na COP-30

O presidente nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, participou nesta terça-feira (11) do painel “AdaptaCidades: Participação da Sociedade na Agenda de Adaptação do Brasil”, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O evento foi realizado no Parque da Cidade, Zona Verde – Auditório Jandaíra, em Belém (PA), e contou com a presença de Eneida Guimarães, da União Brasileira de Mulheres (UBM).

Durante o debate, que integra a programação oficial da COP-30, as lideranças reforçaram o papel da sociedade civil e do movimento sindical na construção de políticas de adaptação que garantam justiça climática, participação popular e desenvolvimento sustentável. O painel foi transmitido ao vivo pelo canal do MMA no YouTube (youtube.com/@mmeioambiente).

Em sua intervenção, Adilson Araújo ressaltou a importância de alinhar o debate climático à transformação social e à responsabilidade coletiva diante das crises globais:

“É uma honra contribuir com essa importante iniciativa, representando o Ministério do Meio Ambiente, em nome da companheira Inamara, e reforçar que este é um momento essencial de reflexão. Como dizia Platão, entre o 428 e o 347 a.C., ‘tente mudar o mundo, mas comece transformando a si mesmo’. Essa frase nos inspira a compreender que, diante de uma crise global marcada por desordens, guerras e desafios climáticos, é urgente buscar uma verdadeira adaptação.

O presidente Lula tem dado um recado claro: se aqueles que fazem a guerra estivessem presentes aqui, perceberiam que é muito mais barato investir na preservação do clima do que financiar conflitos. Só em 2024, foram consumidos 2,7 trilhões de dólares em guerras — um dado que escancara a insensatez humana.

Fenômenos que antes víamos apenas em filmes — como tempestades, ciclones e tornados — hoje fazem parte da realidade cotidiana. Um exemplo simbólico é o município de Rio Bonito do Iguaçu, devastado recentemente por um ciclone, e que, entre 1984 e 2020, foi o que mais desmatou a Mata Atlântica.

Diante disso, é urgente repensar nossos modelos de desenvolvimento à luz dos desafios do século XXI. O desenvolvimento solidário e sustentável exige uma compreensão mais ampla e ações concretas. Não há mais tempo a perder: o futuro do planeta depende do que formos capazes de mudar agora.”

O painel reforçou a necessidade de uma agenda de adaptação climática com protagonismo popular, articulando o compromisso do Brasil com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a valorização do trabalho como eixo central da transição ecológica justa.

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