Novo valor de R$ 1.621 reforça política de valorização e injeta bilhões na economia
Os trabalhadores e trabalhadoras com carteira assinada começam a receber, a partir desta segunda-feira (2), o novo salário mínimo nacional, reajustado para R$ 1.621. O valor já pode ser conferido no contracheque referente ao mês de janeiro e representa um avanço importante na política de valorização do salário mínimo, fruto da mobilização e da luta histórica da classe trabalhadora.
O reajuste aprovado pelo governo no fim de 2025 foi de 6,79%, o que significa R$ 103 a mais por mês no bolso de quem recebe o piso nacional. Na prática, o novo salário mínimo corresponde a uma remuneração diária de R$ 54,04 e de R$ 7,37 por hora.
De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o impacto econômico do novo valor é significativo: a elevação do salário mínimo deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia brasileira ao longo de 2026, fortalecendo o consumo, movimentando o comércio e contribuindo para o crescimento econômico.
Além do reajuste salarial, os trabalhadores também começam a sentir os efeitos de outra medida importante. A partir desta semana, os salários de quem ganha até R$ 5 mil passam a ser pagos sem desconto do Imposto de Renda, conforme lei aprovada no ano passado. Segundo o governo federal, cerca de 10 milhões de brasileiros estão totalmente isentos do tributo, enquanto outros 5 milhões de trabalhadores que recebem até R$ 7.350 terão redução no valor pago.


