Neste 17 de abril, data que marca o Dia Internacional da Luta Camponesa, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) se soma às vozes que mantêm viva a memória de um dos episódios mais brutais da história recente do país: o Massacre de Eldorado do Carajás.
Há 30 anos, 21 trabalhadores rurais Sem Terra foram assassinados no sul do Pará durante uma ação violenta que permanece, até hoje, como símbolo da impunidade e do descaso com a vida da classe trabalhadora no campo. A data não é apenas de lembrança, mas de denúncia e mobilização permanente por justiça.
Para a CTB, recordar Eldorado dos Carajás é reafirmar o compromisso com a luta pela reforma agrária, pela democratização do acesso à terra e pela garantia de direitos aos trabalhadores e trabalhadoras rurais. “Se a gente não conta, ninguém vai saber”, resume o sentimento que atravessa gerações e reforça a necessidade de preservar a memória histórica.
Neste contexto, manifestações culturais também contribuem para ampliar o alcance da denúncia. O lançamento do novo álbum do artista FBC, inicialmente previsto para esta quinta-feira (17), foi adiado para o dia 1º de maio. Ainda assim, o músico fez questão de se posicionar e marcar presença no debate público, reforçando a importância da data e da reflexão coletiva sobre o significado da luta camponesa.
O 17 de abril segue como um marco internacional de resistência. Para a CTB, manter viva a memória do Massacre de Eldorado do Carajás é mais do que um ato simbólico: é seguir exigindo justiça, responsabilização e o fim da violência contra os povos do campo.
A luta continua.


