“Estado não pode servir aos bancos”, afirma Adilson Araújo em ato do 1º de Maio

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participou, nesta quinta-feira (1º), das mobilizações do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora na Praça Roosevelt, na região central de São Paulo. O ato reuniu centrais sindicais e movimentos sociais em defesa de direitos e de mudanças na política econômica.

Durante a atividade, o presidente da CTB, Adilson Araújo, fez duras críticas à política de juros e ao papel do Banco Central do Brasil, defendendo uma mudança de rumo na condução econômica do país.

Segundo ele, a atual gestão do Banco Central, presidida por Gabriel Galípolo, mantém a mesma lógica anterior, mesmo após a mudança de comando. “Já passou a hora de dar o cavalo de pau. Não é mais o Roberto Campos Neto, é um presidente indicado pelo Lula que segue a cartilha do Deus Mercado”, afirmou.

Adilson também denunciou os impactos diretos da política monetária sobre a classe trabalhadora, destacando o alto nível de endividamento da população. “Estamos falando de um país onde 84% dos trabalhadores estão endividados, enquanto os bancos seguem acumulando lucros bilionários”, disse.

O dirigente criticou o que classificou como alinhamento do Banco Central aos interesses do sistema financeiro. “A atuação do Banco Central hoje só serve para agradar banqueiros, enquanto o povo sofre com o preço dos alimentos e a perda do poder de compra”, declarou.

Em tom contundente, o presidente da CTB defendeu a redução da taxa de juros como elemento central para o desenvolvimento nacional. “Sem reduzir os juros, não há indústria forte, não há desenvolvimento produtivo, não há investimento em saúde, educação e moradia. O Estado não pode servir como instrumento para atender aos interesses dos bancos”, afirmou.

Adilson Araújo também cobrou maior firmeza do governo federal na condução da política econômica. Ao se referir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacou a necessidade de avançar nas mudanças. “O presidente Lula tem compromisso com o povo, mas é preciso enfrentar esse modelo que penaliza os trabalhadores”, disse.

A manifestação reforçou a defesa de um projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho, geração de empregos e fim da escala 6×1.

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