Por Divanilton Pereira
Em nome da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil e da Federação Sindical Mundial saúdo com entusiasmo a realização dessa importante conferência internacionalista. Agradeço ao coordenador regional da Federação Sindical Mundial das Américas, companheiro Ernesto Freira, o presidente do Instituto Operário Internacional, George Mavrikos e o presidente da Comissão Organizadora do 22º Congresso da CTC, Osnay Colina Rodrigues pelo convite. Companheiro Colina, aproveito e te parabenizo pelo contundente discurso classista e revolucionário que fizestes ontem na Tribuna Anti-imperialista José Martí, parabéns!
Essa concreta ação internacionalista à revolução cubana realiza-se dentro de um contexto geopolítico que marca o século XXI: o declínio relativo do império estadunidense e a ruptura deste com a ordem global constituída após a segunda guerra mundial.
O arcabouço geopolítico que até então atendia aos interesses do consórcio imperialista não mais o serve. Numa tentativa desesperada de conter a queda de sua hegemonia global, os Estados Unidos apelam à sua força militar, agride o direito internacional, promove guerras, genocídios e buscam desestabilizar, através de bloqueios, sanções e chantagens tarifárias, os novos blocos políticos e econômicos que os ameaçam, sobretudo o liderado pelos chineses.
A escalada ideológica, econômica e militar do Governo Donald Trump ameaça o futuro da civilização. É mais uma expressão da rearticulação da extrema-direita neofacista em escala global, um sintoma da crise capitalista estrutural em curso.
Sob tais circunstâncias, a classe trabalhadora não pode ficar indiferente. Além de enfrentar os efeitos de um sistêmico movimento, no qual o capital visa reduzir o custo da força de trabalho, o sindicalismo classista precisa está na vanguarda do internacionalismo, em defesa da autodeterminação e da soberania dos povos.
Cuba que já enfrenta a mais de 60 anos um bloqueio político e econômico, agora, é vítima de mais um cerco, dessa vez o energético – principalmente os combustíveis – o medicamentoso e o alimentício. Contudo, ontem, no 1º de maio, mais de 500 mil cubanos e cubanas ocuparam as ruas e as praças de Havana, reafirmando a defesa da revolução cubana, das suas conquistas e da soberania do país. O povo e a classe trabalhadora do país mostram mais uma vez a sua típica resiliência revolucionária.
No ano do centenário pelo natalício do comandante Fidel Castro, essa conferência internacional de solidariedade a Cuba, não pode ser um fim em si mesmo. Além de levarmos para os nossos países as fotografias e os vídeos aqui produzidos, precisamos dotar-se de maiores convicções, ação militante internacionalista e mobilização imediata.
Nesses termos, a CTB e a FSM conclamam todas as organizações sindicais e sociais aqui presentes, a liderarem e promoverem em seus países a mais efetiva campanha de solidariedade ao povo cubano.
Cuba não é apenas um país, é o território da revolução socialista, patriótica e anti-imperialista. Portanto, é uma reserva política e ideológica global. Defendê-la é uma obrigação civilizacional.
Mãos à obra e já, companheiras e companheiros!
Viva a classe trabalhadora!
Viva a Federação Sindical Mundial!
Viva Cuba, Viva Fidel!
Divanilton Pereira é dirigente nacional da CTB e Secretário Geral Adjunto da Federação Sindical Mundial


