Atividade na Tenda Lilás promoveu diálogo direto entre Governo Federal, sociedade civil e lideranças sindicais
Na noite desta segunda-feira (4), o Sindicato dos Bancários, no Centro Histórico de Porto Alegre, foi palco de uma importante articulação política e social. A atividade “Tenda Lilás: Roda de Saberes” reuniu a comitiva do Ministério das Mulheres, movimentos sociais e representantes da sociedade civil organizada para debater proteção, direitos e o fortalecimento de políticas públicas voltadas às mulheres.
A dirigente nacional e estadual Eremi Melo, secretária da Mulher da CTB-RS (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), integrou a mesa ao lado da ministra Márcia Lopes, levando as demandas das mulheres trabalhadoras. Em sua participação, destacou a importância da formação política e sindical como instrumento fundamental de emancipação e de enfrentamento à violência de gênero.
Diálogo e estratégia
O encontro se consolidou como um espaço direto de escuta e construção entre o Governo Federal e os movimentos sociais. Entre os principais temas debatidos estiveram a ampliação da rede de proteção às mulheres no Rio Grande do Sul e o papel estratégico das centrais sindicais na mobilização das bases em defesa dos direitos conquistados.
A iniciativa contou com o apoio de diversas instituições, como a Defensoria Pública do Estado, a Ouvidoria, a Prefeitura de Porto Alegre e o Governo Federal, fortalecendo uma ampla frente de atuação em defesa das pautas femininas.
A participação da CTB reforça que a luta das mulheres passa, necessariamente, pelo mundo do trabalho e pela organização coletiva — um desafio que se torna ainda mais urgente diante do aumento dos casos de violência, do crescimento dos feminicídios e da disseminação de discursos machistas, sexistas e misóginos.
Nesse contexto, também ganha centralidade a necessidade de posicionamento das entidades, lideranças e militância feminista no cenário político, especialmente na disputa eleitoral de 2026. A defesa de um programa comprometido com a classe trabalhadora, com ênfase nas demandas das mulheres, e o engajamento na luta contra projetos que retiram direitos são apontados como fundamentais para a preservação e ampliação das conquistas históricas das trabalhadoras.


