A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) reforçou, nesta quarta-feira (13), a mobilização nacional em defesa do fim da escala 6×1, durante a Assembleia Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras, realizada de forma virtual. O encontro reuniu dirigentes sindicais de diferentes estados para unificar a linha política e definir as ações prioritárias que serão realizadas ao longo de maio, mês considerado decisivo para o avanço da proposta no Congresso Nacional.
A principal orientação da é manter sindicatos e lideranças mobilizados até a votação do projeto que propõe a mudança na jornada de trabalho, com destaque para a participação nas atividades programadas em Brasília nos dias 26 e 27 de maio.
Ao conduzir a assembleia, o presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, Márcio Ayer, destacou que a Central tem assumido protagonismo na luta pelo fim da escala 6×1 e alertou para a importância de ampliar a pressão política e social neste momento decisivo.
“A CTB se consolidou como uma das principais vozes nessa luta, articulando iniciativas de repercussão nacional e fortalecendo a unidade com outras entidades. Agora, é fundamental que nossas direções sindicais façam todos os esforços para garantir presença nas agendas em Brasília e ampliar a mobilização nos estados”, afirmou.
Segundo Ayer, além da assembleia nacional, a orientação é que os sindicatos promovam atividades como assembleias de base, debates públicos, panfletagens e campanhas de conscientização junto à categoria e à sociedade. Ele também chamou atenção para datas estratégicas no calendário da mobilização, como a audiência pública marcada para o dia 19 de maio e a apresentação do relatório do projeto, prevista para o dia 20.
“Precisamos estar atentos para evitar armadilhas que possam desfigurar o conteúdo da proposta. Os dias 26 e 27 serão decisivos para consolidar essa conquista histórica da classe trabalhadora”, reforçou.
O presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, também destacou a importância da mobilização sindical para garantir avanços concretos nas condições de trabalho e recuperar direitos fragilizados nos últimos anos.
“Essa proposta fortalece o papel das convenções coletivas na definição dos critérios da nova jornada e representa uma oportunidade importante para reverter parte dos retrocessos impostos pela reforma trabalhista e pelas políticas de precarização implementadas nos governos Temer e Bolsonaro”, afirmou.
Adilson ressaltou ainda a necessidade de compreender a disputa política em torno do tema e impedir que setores conservadores tentem se apropriar de uma pauta historicamente construída pelo movimento sindical e pelas forças progressistas.
“Nossos sindicatos devem concentrar esforços nessas datas de maio, com mobilizações nos aeroportos, caravanas para Brasília e campanhas nos estados. Estamos diante de uma disputa que exige organização, unidade e capacidade de pressão”, destacou.
Participando da reunião durante deslocamento para outra atividade, a presidenta da CTB Bahia, Rosa de Souza, enfatizou o papel estratégico do sindicalismo classista na atual conjuntura.
Ela ressaltou a importância das ações já desenvolvidas pela Central e apontou que este pode ser um momento histórico para consolidar uma vitória significativa dos trabalhadores na luta por melhores condições de vida e trabalho.
Ao longo da assembleia, dirigentes de diversas regiões do país relataram o andamento das mobilizações locais e classificaram o atual cenário como uma verdadeira encruzilhada histórica, em que a luta pelo fim da escala 6×1 simboliza uma disputa central entre os interesses do trabalho e do capital.
Com a convocação nacional fortalecida, a CTB reafirma seu compromisso com a redução da jornada, a valorização do trabalho e a construção de um modelo mais justo para a classe trabalhadora brasileira.


