Por Adilson Araújo, presidente da CTB
Pesquisas recentes revelam a revolta crescente da população brasileira ao novo tarifaço imposto pelo governo Trump, mais uma agressão indigesta aos interesses nacionais.
Nesse cenário, o candidato da extrema direita à Presidência, Flávio Bolsonaro, protagonizou uma encenação patética em audiência pública nos Estados Unidos na terça-feira (7), apelando para que o tarifaço fosse adiado para depois das eleições.
Fica claro que sua preocupação não é com o país, mas com os votos que pode perder – reflexo do desespero diante da perspectiva de derrota já desenhada pelas pesquisas de opinião, especialmente após a revelação de suas relações com o banqueiro Vorcaro, do banco Master.
Falsidade
Na realidade, o patriotismo alardeado por Flávio Bolsonaro soa tão falso quanto uma nota de três reais.
Não é difícil recordar alguns episódios que desmascaram essa retórica: o apoio entusiasmado ao primeiro tarifaço imposto por Trump em junho do ano passado; o apelo por intervenção militar do imperialismo no Rio de Janeiro, inspirado no modelo venezuelano, a pretexto de combater o crime organizado; a promessa de entregar as terras raras brasileiras aos Estados Unidos.
Por sinal, o entreguismo e a vassalagem aos EUA é uma característica não só de Flavio, mas de todo o Clã Bolsonaro. Eduardo Bolsonaro, condenado à prisão pelo STF e atualmente foragido, também figura nesse enredo. Sua estadia nos Estados Unidos, em meio às ramificações do caso Master, é dedicada à conspiração contra a soberania e os interesses nacionais, como mostrou, entre outros, o caso das sanções injustificáveis impostas a autoridades brasileiras pela Casa Branca.
Jair Bolsonaro, por sua vez, não hesitou em jurar amor e lealdade a Donald Trump, chegando ao ponto de bater continência para a bandeira norte-americana, em um gesto simbólico de vil submissão.
Os traidores e a história
O Itamaraty, em mensagem divulgada nas redes sociais, sintetizou o sentimento que emana da consciência nacional: “Os traidores da Pátria não conseguirão reescrever a história. O Brasil sabe que o tarifaço tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira. O que os traidores da Pátria devem ao Brasil é um pedido de desculpas pelas tarifas e pelos prejuízos causados a milhares de brasileiros.” A declaração ecoa a indignação da consciência nacional e popular e reafirma que o povo brasileiro não é bobo.
Em outubro, nas urnas, os vendilhões da pátria terão sua resposta. A história não perdoa aqueles que traem sua nação em troca de interesses pessoais ou submissão a potências estrangeiras. O sábio povo brasileiro, consciente e vigilante, saberá derrotá-los.


