Encontro reuniu representantes de cinco centrais sindicais em São Paulo e definiu agenda unificada de lutas em defesa da juventude trabalhadora.
Com participação ativa da CTB, representantes das juventudes de cinco centrais sindicais se reuniram no sábado (18), na sede nacional da CUT, em São Paulo, para o pré-lançamento do Fórum das Juventudes Trabalhadoras das Centrais Sindicais. O encontro consolidou uma agenda comum de lutas, definiu os próximos passos para a criação do fórum e reforçou a unidade da juventude sindical em pautas como o fim da escala 6×1, o combate à pejotização e a ampliação dos direitos da juventude trabalhadora.
Representando a CTB, o secretário nacional de Políticas para a Juventude Trabalhadora, Henrique Domingues, destacou que a criação do fórum atende a uma demanda histórica por maior integração entre as juventudes das centrais sindicais e fortalecerá a luta em defesa da classe trabalhadora.
“Desde que fui eleito para a CTB, há pouco menos de um ano, senti falta de um espaço onde as juventudes das centrais pudessem conspirar em defesa do país e de quem bota isso tudo aqui pra funcionar todo santo dia: a classe trabalhadora. Acredito que, desde então, conseguimos avançar no diálogo, mobilizar as outras centrais em torno da ideia que ganhou corpo e tomou forma nas últimas semanas. Sem dúvidas, o Fórum amplificará e fortalecerá a voz da juventude na luta em defesa dos direitos, da dignidade e da justiça no mundo do trabalho. Agradeço muito à CUT por sediar o primeiro encontro e apoiar a nossa iniciativa. Começamos com a força e representatividade necessárias para que o processo seja bem-sucedido.”
Participaram da atividade representantes das juventudes da CTB, CUT, CSB, UGT e NCST. A proposta é construir um espaço permanente de diálogo e articulação entre as centrais para fortalecer o sindicalismo e ampliar a participação da juventude na formulação de políticas e estratégias voltadas ao mundo do trabalho.
Entre as principais pautas debatidas esteve o fim da escala 6×1, além da revogação dos retrocessos na legislação trabalhista, do combate à pejotização e da regulamentação do trabalho por aplicativos com garantia de direitos.
A juventude sindicalista também defendeu a valorização permanente do salário mínimo; o fim da previsão de pagamento por hora inferior ao salário mínimo mensal, prevista no artigo 64 da CLT; a garantia de remuneração de, no mínimo, um salário mínimo para jovens inseridos em programas de aprendizagem; e o fim dos estágios não remunerados.
O encontro ainda discutiu o fortalecimento das políticas públicas voltadas à formação profissional, educação, acesso ao mercado de trabalho, novas tecnologias, sustentabilidade, sucessão rural e economia solidária.
Análise de conjuntura
A programação contou ainda com uma mesa de análise de conjuntura que reuniu a vereadora e pré-candidata a deputada federal Luna Zarattini (PT-SP); a pré-candidata a deputada estadual Juliana Machado (PSB-SP); o pré-candidato a deputado estadual pelo PT-SP Danton Mello e Silva, conselheiro licenciado do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve); e o secretário nacional de Políticas para a Juventude Trabalhadora da CTB, Henrique Domingues.
O debate foi mediado pelo secretário de Juventude da CSB, Enver Padovezzi, e contou com ampla participação das juventudes presentes.
Durante o encontro, os secretários de Juventude das centrais apresentaram a proposta de funcionamento do Fórum das Juventudes Trabalhadoras e definiram os próximos passos para sua consolidação.
A abertura da atividade contou com a participação da vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira; do secretário de Finanças da CUT, Ariovaldo de Camargo; e da secretária nacional de Juventude da CUT, Cristiana Paiva, que ressaltaram a importância da construção coletiva do novo espaço de articulação.
Para Enver Padovezzi, secretário de Juventude da CSB, a iniciativa fortalece a defesa da democracia e dos direitos da juventude trabalhadora.
“A história da democracia é a história das lutas das Juventudes Trabalhadoras. A união das Juventudes das Centrais reafirma um compromisso coletivo: construir, de forma conjunta, um movimento forte, plural e representativo, capaz de enfrentar os desafios do mundo do trabalho e dar voz às juventudes que constroem o Brasil.”
Já a secretária nacional de Juventude da CUT, Cristiana Paiva, afirmou que a criação do fórum representa um marco para o movimento sindical.
“Hoje, aqui, a Juventude Trabalhadora faz história e inicia uma nova página, reafirmando a importância do sindicalismo e da luta por direitos neste novo momento do mundo do trabalho. Sem a juventude empoderada e forte não haverá futuro nas nossas organizações.”
A expectativa é que os próximos encontros ocorram em sistema de rodízio entre as centrais sindicais. A próxima reunião já está prevista para a segunda quinzena de agosto, na sede nacional da CTB, em São Paulo, reforçando o papel da Central na construção e consolidação do Fórum das Juventudes Trabalhadoras.


