CTB participa de atos pelo Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

No dia 25 de julho, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participou de mobilizações em diversas cidades do país em celebração ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. No Brasil, a data também marca o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, em homenagem à histórica líder quilombola que simboliza a resistência, a luta por liberdade e a organização do povo negro.

No Rio de Janeiro, a CTB esteve presente no ato com a participação da secretária adjunta de Políticas de Igualdade Racial da Central, Raimunda Leone, que destacou a importância da mobilização das mulheres negras e reforçou as pautas defendidas pela classe trabalhadora.

Em sua fala, Raimunda homenageou as mulheres que construíram a história da resistência negra no país, como Tereza de Benguela e Luísa Mahin, e ressaltou que a luta por igualdade racial está diretamente ligada à defesa de direitos trabalhistas e à valorização da vida das mulheres.

“Em nome das nossas ancestrais, Tereza de Benguela, Luísa Mahin e tantas outras mulheres que nos inspiraram e que, ao longo da história, construíram a luta e a resistência do povo brasileiro, saúdo todas as trabalhadoras e trabalhadores presentes”, afirmou.

A dirigente também destacou que uma das principais bandeiras da CTB neste ano é o fim da escala 6×1, por considerar que esse modelo de jornada afeta de forma mais intensa as mulheres, especialmente as mulheres negras.

“Nós temos uma luta a ser vencida ainda neste ano, que é a luta pelo fim da escala 6×1, que tem um impacto direto na vida das mulheres. Mulheres negras têm menos tempo para viver, menos tempo para o lazer. Nós queremos continuar vivas, e o trabalho mata”, declarou.

Raimunda ainda defendeu o combate permanente ao racismo no mundo do trabalho e cobrou compromisso das candidaturas nas próximas eleições com políticas efetivas de enfrentamento à discriminação racial.

“Combater o racismo no âmbito das relações de trabalho precisa ser um compromisso de todos e de todas. A luta antirracista deve estar na plataforma de cada candidato e de cada candidata”, enfatizou.

Ao encerrar sua participação, a dirigente reafirmou o compromisso da CTB com a resistência da classe trabalhadora e com a construção de uma sociedade mais justa.

“Nós seguimos na linha de frente da resistência. Continuamos vivos e vivas porque acreditamos que é possível construir um futuro melhor para nossos filhos e nossas filhas. A nossa luta é por igualdade, justiça social e democracia. Viva a luta das mulheres negras!”, concluiu.

A participação da CTB nas mobilizações do 25 de julho reforça o compromisso histórico da Central com o enfrentamento ao racismo, à desigualdade de gênero e à exploração da classe trabalhadora, defendendo políticas públicas que garantam dignidade, direitos e igualdade de oportunidades para as mulheres negras brasileiras.

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