CTB manifesta solidariedade aos ferroviários de São Paulo e denuncia consequências das privatizações de Tarcísio

Estação da Linha 11-Coral da CPTM | Crédito: Divulgação

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) manifesta total solidariedade aos ferroviários de São Paulo, que iniciaram greve nesta terça-feira (4) em defesa da reestatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, da garantia dos empregos na CPTM e da aprovação do Projeto de Lei nº 730/2025.

A paralisação foi aprovada em assembleia do Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil (STEFZCB), após mais uma tentativa frustrada de negociação com o governo do estado de São Paulo. A mobilização ocorre em meio à crise provocada pela privatização das linhas ferroviárias, concedidas à empresa Trivia Trens.

Para a CTB, os graves problemas registrados desde a transferência da operação confirmam o fracasso da política de privatizações conduzida pelo governador Tarcísio de Freitas. Em poucos dias de operação privada, passageiros enfrentaram atrasos, interrupções constantes e um episódio de extrema gravidade: um incêndio em um trem da Linha 12-Safira, provocado por um curto-circuito, que colocou em risco a vida de centenas de usuários e obrigou passageiros a caminhar pelos trilhos para deixar a composição.

A situação se agravou a ponto de a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) determinar o retorno emergencial da CPTM à operação das linhas por, no mínimo, 90 dias. A medida evidencia que a promessa de maior eficiência com a privatização não se sustentou diante da realidade enfrentada diariamente pela população paulista.

A CTB reafirma que a lógica da privatização privilegia o lucro das concessionárias em detrimento da qualidade do serviço prestado à população, da segurança dos usuários e dos direitos dos trabalhadores. Enquanto os ferroviários são chamados às pressas para restabelecer a operação do sistema, seguem sem garantias sobre a manutenção de seus empregos e de seus direitos.

A Central também defende a aprovação do PL nº 730/2025, que assegura a absorção dos trabalhadores da CPTM pela administração pública estadual em caso de concessões, protegendo os empregos e valorizando os profissionais responsáveis pelo funcionamento do transporte ferroviário.

A CTB considera que o transporte sobre trilhos é um serviço público essencial e estratégico, que deve estar a serviço da população e não subordinado aos interesses do mercado. A experiência recente das linhas privatizadas demonstra que o desmonte do patrimônio público compromete a qualidade do atendimento, aumenta a insegurança dos usuários e precariza as relações de trabalho.

A Central seguirá ao lado dos ferroviários na luta pela reestatização das linhas, pela valorização dos trabalhadores e por um transporte público de qualidade, seguro e acessível para toda a população paulista.

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