Estado teve crescimento de apenas 0,4% nos últimos 12 meses, abaixo da média nacional, segundo dados do Banco Central
São Paulo, estado que concentra a maior economia do país, registrou o pior desempenho entre todas as unidades da Federação nos últimos 12 meses, com crescimento de apenas 0,4%, conforme levantamento divulgado pelo Valor Econômico com base no Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), do Banco Central.
O resultado coloca São Paulo na última posição do ranking nacional, muito abaixo da média brasileira, que ficou em 2% no mesmo período. Enquanto estados como Rio de Janeiro (5%), Espírito Santo (3,9%) e Mato Grosso do Sul (3,7%) apresentaram forte expansão econômica, a economia paulista praticamente ficou estagnada.
Para a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP), o desempenho reflete a falta de uma estratégia de desenvolvimento voltada para a produção, a geração de empregos de qualidade e o fortalecimento dos serviços públicos.
Segundo o presidente da CTB-SP, Rene Vicente, os números desmentem o discurso de eficiência propagado pelo governo estadual. “São Paulo sempre foi a locomotiva econômica do Brasil. Ver o estado ocupando a última colocação no crescimento é um sinal claro de que as políticas adotadas pelo governo Tarcísio não estão promovendo desenvolvimento. A prioridade tem sido a privatização do patrimônio público e o corte de investimentos, enquanto falta uma política consistente de valorização da indústria, do emprego e dos serviços públicos.”
Rene destaca que crescimento econômico precisa estar associado à melhoria das condições de vida da população. “Desenvolvimento não se mede apenas por indicadores fiscais. É preciso gerar empregos decentes, fortalecer o poder de compra dos trabalhadores, investir em saúde, educação, transporte e infraestrutura. Quando essas áreas deixam de ser prioridade, toda a economia sente os efeitos. Quem paga essa conta é a classe trabalhadora.”
Para a CTB-SP, o estado precisa retomar uma agenda de investimentos públicos, valorização do trabalho e fortalecimento dos setores produtivos, criando condições para um crescimento econômico sustentável e socialmente justo.
Fonte: levantamento do Valor Econômico, com base no Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), do Banco Central.


