A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP) manifesta seu repúdio à violência política e à tentativa de intimidação sofrida pela candidata ao Senado Marina Silva, durante caminhada realizada nesta segunda-feira (17), no centro da capital paulista.
O ato, que contou com a participação do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad, das candidatas ao Senado Simone Tebet e Marina Silva, além de outras lideranças políticas, foi marcado por um episódio de hostilidade contra Marina.
Segundo relato da candidata, enquanto se afastava momentaneamente do grupo, ela foi abordada de forma agressiva por um homem não identificado, que fez gestos hostis, chegou a encostá-la e proferiu palavras ofensivas. Marina precisou buscar abrigo em um estabelecimento comercial até que a situação fosse controlada por assessores e militantes.
Para a CTB-SP, episódios como esse não podem ser tratados como algo normal ou isolado. A violência política de gênero busca intimidar mulheres e afastá-las dos espaços de participação e decisão, constituindo também uma ameaça à própria democracia.
A secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP, Luciana Nunes, repudiou o episódio e destacou a necessidade de enfrentar todas as formas de violência contra as mulheres.
“É inadmissível que uma mulher seja intimidada ou agredida por exercer seu direito de participar da vida política. A violência política de gênero não pode ser naturalizada. Quando uma mulher é atacada por ocupar o espaço público, todas nós somos atingidas. Precisamos denunciar, combater e enfrentar com firmeza qualquer tentativa de silenciar as mulheres.”
A CTB-SP se solidariza com Marina Silva e reafirma seu compromisso com a defesa da democracia, da participação das mulheres na política e do combate à violência de gênero.
A Central também reforça que mulheres devem ter garantido o direito de ocupar espaços públicos e políticos com segurança, respeito e liberdade.
Violência contra as mulheres não é opinião. É violência. E precisa ser combatida.


