Central esteve presente nos atos realizados em todo o Brasil e destacou a defesa da democracia, da soberania, dos direitos sociais e da redução da jornada de trabalho
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participou, em diferentes estados do país, das mobilizações do 32º Grito dos Excluídos e Excluídas, realizado neste 7 de setembro. Com o tema “Vida em Primeiro Lugar!”, os atos reuniram centrais sindicais, movimentos sociais, organizações populares e trabalhadores em defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos sociais.
Em São Paulo, a CTB esteve presente na mobilização e reforçou uma das principais bandeiras do movimento sindical brasileiro: a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.
Durante o ato, o secretário-geral da CTB, Ronaldo Leite, destacou a importância de utilizar o Grito dos Excluídos para dar visibilidade às pautas que impactam diretamente a vida da classe trabalhadora.
“Esse 32º Grito dos Excluídos é fundamental para que nós levantemos em alto e bom som temas fundamentais como democracia, soberania e direitos”, afirmou.
Segundo Ronaldo, as centrais sindicais e os movimentos sociais vêm mantendo uma ampla mobilização pela redução da jornada de trabalho. Ele também ressaltou a recente aprovação do fim da escala 6×1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado como uma importante vitória dos trabalhadores.
“Ao longo da última semana conseguimos uma importante vitória com a aprovação do fim da escala 6×1 na Comissão de Constituição e Justiça. Queríamos que já tivesse sido votado no plenário do Senado na última semana, porém nós não vamos transformar uma vitória numa derrota. Pelo contrário, seguimos mobilizados”, destacou.
Mobilização continua no Senado
Para a CTB, a aprovação na CCJ representa um avanço importante, mas a luta ainda está longe de terminar. A Central defende que as organizações sindicais e os movimentos sociais ampliem a pressão sobre os parlamentares para garantir a votação da proposta no plenário do Senado.
Ronaldo Leite ressaltou que a mobilização precisa continuar até que a jornada seja efetivamente reduzida.
“Seguimos mobilizados, todas as centrais e os movimentos sociais, para que, depois de 38 anos, nós possamos finalmente reduzir a jornada de trabalho, chegando às 40 horas semanais”, afirmou.
O secretário-geral também destacou a necessidade de intensificar o diálogo com os senadores e pressionar os responsáveis pela condução da pauta no Congresso Nacional.
“O recado que a CTB e o Fórum das Centrais deixam nesse momento é: precisamos seguir incidindo sobre o diálogo com os senadores. É necessário avançar, porque estamos buscando pressionar os atores sociais do governo e a Presidência do Senado para que possamos votar ainda antes do segundo turno”, declarou.
Fim da escala 6×1 é prioridade para a classe trabalhadora
A redução da jornada e o fim da escala 6×1 estão entre as principais reivindicações das centrais sindicais. A mudança é defendida como uma forma de garantir mais tempo para descanso, convivência familiar, estudos, lazer e participação social, além de melhorar as condições de vida dos trabalhadores.
A participação da CTB no Grito dos Excluídos reforça que a luta pela redução da jornada está diretamente ligada à defesa de um projeto de país que coloque a vida, o trabalho digno, os direitos sociais e a democracia no centro das decisões.
“Essa é uma batalha de todos os trabalhadores e trabalhadoras e de todo o movimento social”, concluiu Ronaldo Leite.
Em todo o Brasil, a CTB participou das mobilizações do 32º Grito dos Excluídos, reafirmando seu compromisso com a organização da classe trabalhadora e com a construção de uma sociedade mais justa, democrática e soberana.


