CTB destaca a importância de colocar a pauta da classe trabalhadora no centro das eleições e defende a reeleição de Lula para avançar na agenda de direitos, desenvolvimento e soberania nacional
As eleições de 2026 serão um momento decisivo para o debate sobre os rumos do Brasil e sobre as condições de vida da classe trabalhadora. Estarão em disputa os cargos de presidente da República, governador, senador e deputado federal e estadual, e as escolhas feitas nas urnas terão impacto sobre as políticas econômicas e sociais, a legislação trabalhista, os serviços públicos e o desenvolvimento do país.
Para a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), é fundamental que o movimento sindical amplie o debate junto às categorias e coloque no centro da agenda eleitoral temas como emprego, salários, redução da jornada, direitos trabalhistas, Previdência Social, serviços públicos, desenvolvimento nacional e soberania.
Nesse contexto, a CTB reafirma sua posição em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Central participou do lançamento da campanha de Lula à reeleição, realizado em agosto, e vinculou seu apoio à defesa da democracia, da soberania nacional, dos direitos dos trabalhadores e de um projeto de desenvolvimento para o Brasil.
Lula e a agenda do trabalho
A defesa da reeleição de Lula, para a CTB, está relacionada à continuidade de uma agenda que a Central considera importante para os trabalhadores.
Entre os temas que ganharam destaque no atual governo está a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Na mensagem enviada ao Congresso Nacional em 2026, o governo federal colocou o fim da escala 6×1 sem redução salarial entre os desafios prioritários do ano, além da regulamentação do trabalho por aplicativos.
A proposta avançou no Congresso. Em maio, a Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, uma proposta que estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial. O texto seguiu para o Senado.
A redução da jornada é uma das principais bandeiras da CTB. Em resolução aprovada pela direção nacional da entidade, a Central estabeleceu como uma das prioridades a aprovação definitiva do fim da escala 6×1 e da redução da jornada para 40 horas semanais sem redução salarial.
Para a CTB, portanto, a discussão eleitoral precisa estar conectada à luta cotidiana dos trabalhadores. A eleição não se resume à escolha para a Presidência da República: também é necessário observar quais deputados e senadores estarão comprometidos com as pautas que interessam à classe trabalhadora.
O papel do Congresso será fundamental
A aprovação de mudanças na legislação trabalhista depende também da atuação do Congresso Nacional. Por isso, além da escolha para presidente e governadores, a eleição de deputados federais, deputados estaduais e senadores terá peso importante na definição da agenda política do próximo período.
A própria experiência da tramitação do fim da escala 6×1 demonstra essa importância. A proposta aprovada pela Câmara precisa avançar no Senado para que possa seguir seu processo legislativo.
É nesse espaço que a classe trabalhadora deve acompanhar o histórico dos parlamentares, suas votações, projetos apresentados e posições diante de temas como direitos trabalhistas, salário mínimo, Previdência, serviços públicos e negociação coletiva.
A CTB defende uma maior presença de representantes comprometidos com os interesses dos trabalhadores no Parlamento e considera necessário alterar a atual correlação de forças para ampliar as possibilidades de avanço das pautas populares. Essa posição está expressa na resolução política aprovada pela direção nacional da Central em junho.
Salário, emprego e desenvolvimento
Outro tema central para os trabalhadores é a valorização do salário mínimo. Para 2026, o salário mínimo foi fixado em R$ 1.621, conforme decreto presidencial publicado em dezembro de 2025.
A política salarial, a geração de empregos, os investimentos públicos e privados e a capacidade do Estado de promover desenvolvimento econômico estão diretamente relacionados às condições de vida da população.
Por isso, o debate eleitoral precisa ir além das promessas de campanha. É necessário conhecer os programas apresentados, acompanhar o histórico dos candidatos que já exerceram mandatos e verificar quais propostas defendem para o país e para o mundo do trabalho.
Uma eleição que também será sobre o futuro do trabalho
A transformação das relações de trabalho coloca novos desafios para o movimento sindical. O crescimento do trabalho por aplicativos, a precarização, as mudanças tecnológicas e as novas formas de contratação exigem políticas públicas capazes de garantir proteção social e direitos.
O próprio governo federal incluiu a regulamentação do trabalho por aplicativos entre as prioridades apresentadas ao Congresso em 2026.
Para a CTB, o desenvolvimento econômico precisa caminhar junto com a valorização do trabalho e com a garantia de direitos. A Central também defende o fortalecimento da negociação coletiva e do sindicalismo como instrumentos de proteção dos trabalhadores.
CTB chama sindicatos para ampliar o debate
A reta final das eleições deve ser acompanhada de mobilização nas bases sindicais. A CTB orienta suas entidades filiadas a ampliar o diálogo com os trabalhadores e com a sociedade, levando às categorias informações sobre os principais temas em disputa.
A Central já definiu a reeleição de Lula como uma de suas prioridades políticas para as eleições de outubro e relaciona essa posição à defesa da democracia, da soberania, dos direitos sociais e trabalhistas e de um projeto nacional de desenvolvimento.
A tarefa dos sindicatos, nesse processo, é também estimular a participação dos trabalhadores no debate público, apresentar as pautas da classe e acompanhar o posicionamento dos candidatos aos diferentes cargos em disputa.
Presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual: todos esses cargos têm responsabilidades diferentes, mas as decisões tomadas por seus ocupantes podem repercutir diretamente sobre a vida dos trabalhadores.
A pauta dos trabalhadores nas urnas
Para a CTB, colocar o trabalho no centro das eleições significa defender emprego digno, salários valorizados, redução da jornada sem redução salarial, Previdência Social, serviços públicos de qualidade, fortalecimento do sindicalismo, desenvolvimento econômico e soberania nacional.
E significa também, na avaliação da Central, trabalhar pela reeleição de Lula e pela eleição de parlamentares comprometidos com essas pautas, fortalecendo no Congresso Nacional as condições políticas para avançar nas reivindicações da classe trabalhadora.
A série especial da CTB sobre as eleições 2026 seguirá abordando os principais temas que estarão em jogo para os trabalhadores. Nas próximas matérias, serão discutidos o fim da escala 6×1 e a redução da jornada, a importância da representação da classe trabalhadora no Congresso, o papel dos serviços públicos e, na reta final, a mobilização sindical para as eleições.


