Presidente reeleito recebeu 69,37% dos votos nordestinos; na Bahia, percentual chegou a 71,31%, enquanto Minas Gerais também confirmou vitória do petista
O Nordeste teve papel decisivo no resultado das eleições presidenciais de 2026. Com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos nove estados da região, o presidente reeleito conquistou uma vantagem de mais de 13,6 milhões de votos sobre Flávio Bolsonaro (PL), contribuindo de forma determinante para o resultado nacional.
De acordo com os resultados da apuração, Lula recebeu 24.450.432 votos válidos no Nordeste, o equivalente a 69,37% do total regional. Flávio Bolsonaro obteve 10.796.736 votos, ou 30,63%. A diferença entre os candidatos foi de 13.653.696 votos.
No resultado nacional, Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, correspondentes a 51,79% dos votos válidos, contra 59.826.041 votos de Flávio Bolsonaro, que alcançou 48,21%.
Bahia registra mais de 71% dos votos para Lula
A Bahia foi um dos principais destaques do resultado eleitoral. No estado, Lula recebeu 6.485.258 votos, correspondentes a 71,31% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro obteve 2.608.761 votos, ou 28,69%.
A diferença de quase 3,9 milhões de votos entre os candidatos fez da Bahia o estado que proporcionou a maior vantagem numérica para Lula em todo o país.
O desempenho baiano reforça o peso do estado no cenário político nacional. Com um dos maiores eleitorados brasileiros, a Bahia teve influência expressiva na composição do resultado presidencial.
O Piauí registrou a maior proporção de votos para Lula entre os estados, com 75,88%. O presidente também alcançou 69,54% no Maranhão, 69,53% em Sergipe, 69,20% em Pernambuco e 68,93% no Ceará.
Minas Gerais também foi decisivo
No Sudeste, Minas Gerais foi o único estado em que Lula venceu. O presidente recebeu 6.351.099 votos, o equivalente a 50,43% dos votos válidos, contra 6.241.786 votos de Flávio Bolsonaro, que alcançou 49,57%.
A diferença foi de 109.313 votos, em uma das disputas estaduais mais apertadas do segundo turno.
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil e reúne realidades econômicas e sociais bastante distintas. O resultado evidencia a importância do estado no cenário nacional e mantém uma coincidência histórica observada nas eleições presidenciais desde a redemocratização: o candidato vencedor em Minas também venceu a disputa nacional.
Um país dividido, com diferenças regionais expressivas
Embora Lula tenha conquistado a reeleição, os resultados mostram diferenças significativas entre as regiões brasileiras. Flávio Bolsonaro venceu no Sul e no Centro-Oeste e obteve maioria dos votos válidos no Sudeste, enquanto Lula venceu no Nordeste e no Norte.
O mapa eleitoral revela um país marcado por diferentes prioridades, experiências sociais e perspectivas sobre o papel do Estado, a economia e as políticas públicas.
Para o movimento sindical, a leitura desses resultados também exige atenção às condições de vida da população, às desigualdades regionais e às demandas por emprego, renda, saúde, educação e infraestrutura.
A expressiva votação de Lula no Nordeste e sua vitória em Minas Gerais ajudam a compreender a formação da maioria nacional. Os números, além de registrar o resultado das urnas, oferecem elementos para analisar os desafios econômicos e sociais que estarão no centro do próximo mandato.


